Fake news na medicina: o que você pode fazer a respeito?

A internet se tornou um dos maiores meios de comunicação do mundo. É muito difícil encontrar uma pessoa que não possua pelo menos um celular com acesso. Em razão disso, as informações se espalham com muito mais rapidez e para uma proporção maior de pessoas, o que é bom porque torna o conhecimento acessível, mas também tem seus pontos negativos, como as fake news.

As fake news são muito prejudiciais para qualquer área científica, ainda mais a medicina, que envolve diretamente a saúde e bem-estar das pessoas, por isso é necessário ter muito cuidado com informações compartilhadas e tentar utilizar os seus conhecimentos para combater as notícias falsas.

O que são e como funcionam as fake news?

Pode parecer um conceito recente, mas a expressão fake news (notícias falsas) vem do século XIX. O termo se popularizou em inglês no mundo todo quando se fala sobre informações falsas que são publicadas e se tornam virais, principalmente hoje em dia com a internet.

Por meio de robôs criados por programadores, as notícias são amplamente disseminadas, chegando a um nível impossível de ser controlado.

Esse tipo de informação falsa é muito perigosa, ainda mais quando se trata da área da saúde, já que pacientes chegam nos consultórios muito convictos daquilo que leram na internet e isso pode atrapalhar o seu trabalho como médico e também a eficácia do tratamento.

Fake news na área médica

O impacto das fake news na área médica é muito negativo, já que as pessoas costumam se informar através de posts em redes sociais e blogs que não possuem nenhuma validação científica.

Um paciente que procura por seus sintomas na rede encontra inúmeras informações confusas e muitas vezes inverídicas, nas quais curas milagrosas e tratamentos ineficazes são oferecidos, o que pode muitas vezes agravar e gerar ainda mais problemas.

Além disso, existe o problema da viralização das notícias falsas, que é quando a publicação alcança um número significativo de pessoas e pode trazer consequências muito ruins, como automedicação, tratamentos alternativos, perigosos e a falta de prevenção por parte da população, como pode ser observado nas milhares de teorias sem nenhum fundamento científico sobre o coronavírus.


Notícias falsas que impactaram a medicina

Atualmente o mundo passa por uma pandemia muito grave do coronavírus (COVID-19), isso fez com que surgissem várias fake news: curas milagrosas, fabricação caseira de álcool em gel e receitas caseiras para prevenir a doença.

Outro exemplo muito recente é o do movimento antivacina, que engloba pessoas do mundo inteiro que não acreditam na eficácia da vacinação, alegando que a mesma causa doenças. Essa pessoas se recusam a tomar vacinas e a vacinar seus filhos.

De acordo com um relatório divulgado pela Unicef, órgão da ONU voltado para a infância, os casos de sarampo aumentaram em 98%, doença que voltou a acometer pessoas em países onde ela estava perto de ser erradicada, inclusive o Brasil, que atualmente é um dos países com o pior índice. Além do sarampo, existem outros casos de doenças que já estavam eliminadas e que voltaram a aparecer.

Estes são apenas alguns exemplos do quanto as fake news podem ser prejudiciais, criando pessoas alienadas e doentes, que são um perigo para si e para os outros.

Como combater as notícias falsas da área da saúde?

Você como médico tem um papel muito importante no combate as fake news na área da saúde, tanto nas suas redes sociais profissionais, quanto nas consultas do dia a dia.

Os pacientes têm o costume de primeiro se consultar com o Google antes de irem de fato ao médico. Isso acontece com muita frequência, por isso é importante criar uma estratégia online para informar essas pessoas.

Aqui é onde entra o marketing de conteúdo, uma ferramenta muito importante para que você consiga criar um ambiente online segura e com informações confiáveis além de garantir a sua autoridade médica digital.

Reúna tudo que você considera essencial para alertar as pessoas na sua área de atuação, esclareça dúvidas, dê dicas úteis e sempre lembre os leitores de que se consultar com um profissional especializado é indispensável.

Site médico

Um dos primeiros passos para colocar o marketing de conteúdo em prática é a criação de um site, de preferência que seja responsivo e funcione em todos os tipos de dispositivos móveis.

Nele você pode começar colocando os dados mais importantes sobre a sua clínica e o seu trabalho, depois faça um blog sobre o assunto que quer abordar e tente atualizá-lo semanalmente, com publicações pertinentes a sua área de atuação.

Assim a sua autoridade médica ganha mais pontos e você torna a ciência mais acessível e ajuda a criar uma população mais esclarecida.

 

Redes sociais

As redes sociais possuem um alcance muito grande, aqui é importante manter um perfil apenas profissional e interagir sempre com os seguidores, respondendo dúvidas que podem ser solucionadas via internet e criando posts com dados verídicos e de qualidade.

Outro ponto positivo é que nas redes você pode ter acesso a quais são os assuntos mais comentados na área da saúde, dessa forma pode auxiliar gerando um conteúdo seguro.

Pesquise sobre quais são as melhores plataformas para você e que possuem um bom alcance do seu público, invista em posts simples, direto e informativo.

Ética

Parece óbvio, mas muitos profissionais acabam se complicando por não consultar antes o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Lá estão todas as regras para que você atue na internet de maneira ética e responsável.

No consultório

É importante que nas consultas você esclareça todas as dúvidas possíveis dos seus pacientes, advertindo-os sobre os perigos de confiar em tudo que está na internet, ainda mais quando vem de fontes não confiáveis.

Alerte essas pessoas sobre os riscos de não tomar a medicação corretamente ou de ir atrás de tratamentos alternativos que prometem uma cura rápida, por exemplo.

Concluindo

As fake news podem ser muito nocivas quando o assunto é saúde, por isso cabe a você médico, que possui conhecimento científico a ajudar a combater esse mal.

A internet não precisa ser a vilã, ela também pode ser uma grande aliada de profissionais sérios e que realmente querem ajudar a população a se cuidar da melhor forma possível.

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